"Educar para transformar. Combater o racismo começa na escola – e começa agora."
Esse é o primeiro passo de uma jornada histórica em Minas Gerais.
O vídeo Por que existe o Racismo no Brasil traz uma série de informações importantes sobre a perversidade do racismo em nossa sociedade.
Em nosso país o racismo é estrutural, o que significa que está incorporado nas estruturas sociais, políticas e econômicas do país.
Isso perpetua a discriminação racial, resultando em desigualdades persistentes em áreas como educação, emprego, saúde, segurança e representação política.
O racismo no Brasil é um sistema complexo e histórico que continua a impactar a sociedade brasileira, mantendo privilégios para a população branca e desfavorecendo a população negra e indígena.
O vídeo busca alertar a população brasileira que o racismo não é apenas uma questão de preconceito individual, mas sim uma característica estrutural da nossa sociedade.
Isso significa que ele está enraizado nas instituições, nas relações econômicas e políticas, perpetuando a discriminação e a desigualdade no acesso a direitos, serviços públicos e oportunidades.
Reflitamos sobre direitos constitucionais e a história brasileira!
As juventudes negras trazem uma verdadeira aula de desconstrução de verbetes pejorativos extremamente caros para a educação das relações étnico raciais nesse vídeo.
Podemos atuar com a cartilha antirracista que ajuda a identificar e a desconstruir algumas posturas racistas e a desenvolver, educadora e educador, um senso crítico mais apurado, para evitar que caiamos nas armadilhas do racismo estrutural, contribuindo com a produção de ações educativas e pedagógicas antirracistas, que podem e devem ser desenvolvidas em sala de aula, transformando resultados e indicadores educacionais.
A luta antirracista precisa ser construída por muitas mãos.
Todas as estratégias que estão ao alcance precisam ser utilizadas para que possamos compreender a importância das atitudes antirracistas
na prática pedagógica, refletir sobre a igualdade racial no ambiente escolar e reconhecer as contribuições do povo negro e indígena
na sociedade brasileira.
Portanto, há muito por fazer e aprender com as juventudes negras que trazem aqui uma narrativa própria para desmistificar, questionar e a refletir conceitos essenciais para a construção de uma educação com equidade cognitiva.
A relação que existe neste vídeo entre a cartilha antirracista e a estética negra reside no fato de que a valorização da estética negra é uma ação fundamental e prática do antirracismo.
Enquanto as cartilhas geralmente se concentram em definir e combater o racismo estrutural e a discriminação, a estética negra oferece um caminho para a construção da identidade e do orgulho racial, confrontando padrões eurocêntrico.
A estética negra, por sua vez, é um movimento de emancipação e valorização cultural que:
●Resgata a memória histórica e as tradições afro-brasileiras, muitas vezes apagadas pela visão colonial.
●Contesta a superioridade imposta por padrões estéticos da branquitude que inferiorizam corpos e traços negros como cabelo crespo, traços faciais, corpos.
●Promove a construção de uma identidade negra positiva, quebrando a lógica do negro único e celebrando a diversidade.
A intersecção ocorre porque o racismo não se manifesta apenas em atos explícitos de violência e violação de direitos, mas também na imposição de padrões estéticos que geram a negação da própria identidade.
Nesse sentido, uma educação ou prática antirracista deve, necessariamente, incluir a valorização e a celebração da estética e da cultura negra. A estética negra tem papel fundamental na luta antirracista.
Usamos cookies para analisar o tráfego do site e otimizar sua experiência nele. Ao aceitar nosso uso de cookies, seus dados serão agregados com os dados de todos os demais usuários.