"Educar para transformar. Combater o racismo começa na escola – e começa agora."
Esse é o primeiro passo de uma jornada histórica em Minas Gerais.
O vídeo Por que existe o Racismo no Brasil traz uma série de informações importantes sobre a perversidade do racismo em nossa sociedade.
Em nosso país o racismo é estrutural, o que significa que está incorporado nas estruturas sociais, políticas e econômicas do país.
Isso perpetua a discriminação racial, resultando em desigualdades persistentes em áreas como educação, emprego, saúde, segurança e representação política.
O racismo no Brasil é um sistema complexo e histórico que continua a impactar a sociedade brasileira, mantendo privilégios para a população branca e desfavorecendo a população negra e indígena.
O vídeo busca alertar a população brasileira que o racismo não é apenas uma questão de preconceito individual, mas sim uma característica estrutural da nossa sociedade.
Isso significa que ele está enraizado nas instituições, nas relações econômicas e políticas, perpetuando a discriminação e a desigualdade no acesso a direitos, serviços públicos e oportunidades.
Reflitamos sobre direitos constitucionais e a história brasileira!
O Vídeo Verdadeiro ou Falso propõe o questionamento da efetividade dos direitos constitucionais na vida de pessoas negras.
Lamentavelmente, alguns artigos da Constituição Brasileira são sobre direitos que acabam sendo apenas para alguns brasileiros.
As constituições modernas prometem igualdade, mas essa igualdade,historicamente, tem sido negda aos corpos negros que foram objetificados e animalizados para justificar a exploração.
Não existe democracia racial brasileira.
A ideia de que as sociedades não devem ser pautadas pela cor da pela é uma verdade distorcida.
No Brasil, a cor da pele ditou e ainda dita destinos.
Com questões afirmativas sobre a história do país, esse vídeo descortina a falsa ilusão de que somos todos iguais e que "a democracia racial é uma invenção para anular a questão racial, impedindo o reconhecimento do racismo e sua denúncia." Como nos alerta Abdias do Nascimento.
O mais importante nesse vídeo é destacar que a história da população negra no Brasil é uma história de resistência e luta por direitos.
As tecnologias ancestrais africanas são práticas, conhecimentos e invenções que abrangem áreas como metalurgia, agricultura, astronomia, medicina, arquitetura, escrita e arte.
Elas incluem a metalurgia avançada do ferro, o desenvolvimento de sistemas de calendário, o uso de plantas medicinais e a produção de cerâmica.
Os sistemas de escrita e símbolos, como os Adinkras, e as práticas musicais e rituais também são exemplos importantes de tecnologias ancestrais.
Exemplos :
●Produção Altos Fornos ●Sistema de Irrigação ● Oralidade ●Técnicas de Mineração ●Filosofia e Ética
●Medicina Avançada ●Metalurgia do Ferro ●Técnicas de Mineração ●Sistemas de Calendário
●Conhecimentos Astronômicos ●Técnicas de Construção ● Engenharia Avançada
●Arquitetura Desenvolvida ●Tratamento da Água ●Sistemas de Escrita
As juventudes negras trazem uma verdadeira aula de desconstrução de verbetes pejorativos extremamente caros para a educação das relações étnico raciais nesse vídeo.
Podemos atuar com a cartilha antirracista que ajuda a identificar e a desconstruir algumas posturas racistas e a desenvolver, educadora e educador, um senso crítico mais apurado, para evitar que caiamos nas armadilhas do racismo estrutural, contribuindo com a produção de ações educativas e pedagógicas antirracistas, que podem e devem ser desenvolvidas em sala de aula, transformando resultados e indicadores educacionais.
A luta antirracista precisa ser construída por muitas mãos.
Todas as estratégias que estão ao alcance precisam ser utilizadas para que possamos compreender a importância das atitudes antirracistas
na prática pedagógica, refletir sobre a igualdade racial no ambiente escolar e reconhecer as contribuições do povo negro e indígena
na sociedade brasileira.
Portanto, há muito por fazer e aprender com as juventudes negras que trazem aqui uma narrativa própria para desmistificar, questionar e a refletir conceitos essenciais para a construção de uma educação com equidade cognitiva.
A relação que existe neste vídeo entre a cartilha antirracista e a estética negra reside no fato de que a valorização da estética negra é uma ação fundamental e prática do antirracismo.
Enquanto as cartilhas geralmente se concentram em definir e combater o racismo estrutural e a discriminação, a estética negra oferece um caminho para a construção da identidade e do orgulho racial, confrontando padrões eurocêntrico.
A estética negra, por sua vez, é um movimento de emancipação e valorização cultural que:
●Resgata a memória histórica e as tradições afro-brasileiras, muitas vezes apagadas pela visão colonial.
●Contesta a superioridade imposta por padrões estéticos da branquitude que inferiorizam corpos e traços negros como cabelo crespo, traços faciais, corpos.
●Promove a construção de uma identidade negra positiva, quebrando a lógica do negro único e celebrando a diversidade.
A intersecção ocorre porque o racismo não se manifesta apenas em atos explícitos de violência e violação de direitos, mas também na imposição de padrões estéticos que geram a negação da própria identidade.
Nesse sentido, uma educação ou prática antirracista deve, necessariamente, incluir a valorização e a celebração da estética e da cultura negra. A estética negra tem papel fundamental na luta antirracista.
As memórias e os conhecimentos descritos nessa prática foram mobilizados por estudantes angolanos e brasileiros, que por um intercâmbio virtual, no
ano de 2021, investigaram coletivamente os hábitos alimentares e agrícolas, a influência banto na língua, a tradição na globalização, as
culturas religiosas e os movimentos sociais negros em ocorrência
em seus países.
Os resultados foram aulas baseadas numa educação antirracista a partir de África e América.
O objetivo dessa prática foi promover a experiência intercultural e interescolar de protagonismo estudantil entre Brasil e Angola, na educação básica, a partir de conteúdo afro-educativo do campo da Educação para as Relações Étnico-Raciais a incidir na Geografia Escolar, considerando o direito à diferença e as contradições
socioespaciais na e da globalização.
No relato, a professora traz as principais atividades que desenvolveu.
Inicialmente foram realizadas aulas síncronas, expositivas e dialógicas, sobre África.
Posteriormente, foi promovida a construção coletiva do projeto durante as aulas e as oficinas para os primeiros contatos entre estudantes brasileiros e angolanos.
Houve momentos de orientação em grupos, cada qual realizando uma pesquisa a partir de cinco temas eleitos pela comissão organizadora estudantil.
Após as apresentações, foi realizada uma culminância artística intitulada Sarau território afro-literário.
Sobre a metodologia utilizada o relato traz, além das aulas síncronas expositivas e dialogadas, oficinas e um sarau virtual, como metodologia, houve orientações em grupos de trabalho, no contraturno, e método de sala de aula invertida com presença de convidados externos.
Houve o uso de plataforma virtual para atividades e materiais, bem como do aplicativo WhatsApp,
para divulgação das atividades no interior da escola, e do Instagram/
Facebook para comunidade externa.
Como resultado, notou-se a superação de estereótipos com relação ao continente africano e a interculturalidade: diálogo direto entre estudantes que representam povos, línguas e costumes.
Além disso, ocorreram o reconhecimento da ancestralidade africana e indígena na vida dos/das estudantes e o orgulho de produzir conhecimento com criatividade.
A prática da linguagem antirracista exige trabalho constante, sensibilidade e um desejo genuíno de contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária.
As práticas antirracistas na linguagem envolvem um compromisso consciente e contínuo de eliminar expressões, termos e construções que perpetuam estereótipos, preconceitos e a marginalização de pessoas negras.
O objetivo é promover uma comunicação que valorize a diversidade, o respeito e a igualdade.
Principais Práticas Antirracistas na Linguagem e no Letramento Racial:
●Entender como o racismo estrutural opera na linguagem do dia a dia é fundamental. Isso permite reconhecer e desconstruir termos e piadas que, muitas vezes de forma automática, reforçam a discriminação racial.
●Revisão do Vocabulário - no caso substituir ou eliminar palavras e expressões que têm origem ou conotação racista, mesmo que seu uso seja comum na sociedade.
Exemplos comuns incluem:
●Lista negra, substituir por lista de restrição, lista de espera ou lista de bloqueio.
●Mercado negro, substituir por mercado ilegal ou mercado clandestino.
●Serviço de preto, substituir por trabalho mal feito ou trabalho de má qualidade.
●Denegrir substituir por difamar, desabonar ou prejudicar a imagem.
●Evitar Estereótipos, ou seja não associar características negativas a pessoas negras ou a termos que remetam à negritude, nem usar a negritude como marcador de inferioridade social.
A canção se insere em um contexto de música preta como resistência, onde a arte é uma expressão de afirmação cultural e identidade.
A narrativa tecida por Aninha Felipe não é apenas sobre a cor da pele, mas sobre o orgulho de carregar consigo a história da diáspora africana e a potência da inteligência negra brasileira.
Ela transforma a vivência e as lutas em poesia e samba, ritmos que historicamente servem como ferramentas de expressão, denúncia social e união para a comunidade negra.
Pele Negra, de Aninha Felipe, é um hino à negritude e à ancestralidade, um samba que celebra a identidade negra com emoção e resistência, marcando a religiosidade como legado de saberes ancestrais.
A narrativa da música é um poderoso testemunho do empoderamento feminino negro e da luta antirracista, ressaltando a beleza, a força e a história de um povo.
O lançamento do videoclipe da música foi descrito como uma noite histórica de celebração da ancestralidade, mostrando que a mensagem da canção ressoa profundamente com o movimento negro e a busca por representatividade e valorização racial.
Uma metodologia antirracista é um conjunto de práticas, políticas e abordagens que visam identificar, desconstruir e combater o racismo estrutural em diferentes áreas, como educação, comunicação e trabalho.
Ela se baseia no reconhecimento de que o racismo é uma estrutura social e não apenas atitudes individuais, buscando transformá-la por meio de ações concretas.
●Exemplos de uma educação antirracista incluem a revisão de currículos para incluir perspectivas afro-brasileiras, a criação de protocolos para lidar com casos de racismo e a promoção de campanhas de conscientização.
●Revisão de currículo: Integrar conteúdos, histórias e referências de pessoas negras e indígenas, valorizando suas contribuições e combatendo estereótipos.
●Abordagem transversal, de forma a levar a temática antirracista para todas as disciplinas, em vez de tratá-la como uma matéria isolada.
●Metodologias ativas, para utilizar métodos como a cultura maker ou a gamificação para engajar alunos em discussões e soluções sobre o racismo.
●Formação docente, ou seja capacitar professores para identificar e combater o racismo em sala de aula e nas práticas pedagógicas.
●Revisão de espaços para analisar a representação de pessoas negras em imagens, materiais didáticos e na própria estrutura da escola.
●Criação de protocolos: Estabelecer procedimentos claros para a escola lidar com casos de racismo, desde o racismo recreativo até agressões físicas.
A frase tornar-se negro é um ato de reexistir é uma poderosa afirmação que encapsula a experiência e a luta da população negra, destacando a agência e a resiliência na construção da identidade e na resistência ao racismo.
A frase sugere que a identidade negra não é apenas um dado biológico, mas um processo contínuo de conscientização, afirmação e luta.
A afroautoria refere-se à produção intelectual, tecnológica, artística e cultural da comunidade negra, que busca resgatar, valorizar e dar visibilidade às suas próprias narrativas, perspectivas e histórias, que muitas vezes foram marginalizadas ou silenciadas pela historiografia e pelo cânone cultural dominantes.
Portanto, a ideia de reexistir na afroautoria significa:
●Reafirmação da Identidade: Contra a tentativa de apagamento histórico e cultural, a afroautoria é um ato de se (re)conhecer e se (re)afirmar positivamente.
●Narrativas Próprias, portanto é a capacidade de contar suas próprias histórias, de dentro para fora, desafiando estereótipos e visões externas e muitas vezes preconceituosas.
●Luta Política, ou seja, a produção cultural e intelectual negra é, por si só, um ato político de resistência, que questiona estruturas de poder e desigualdade racial.
Nesse vídeo, a Professora e Pesquisadora Ana Lúcia Silva Souza traz elementos significativos para práticas pedagógicas suleadoras cujo protagonismo é a base de toda atuação educativa.
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